Sunday, November 8, 2009
Mabel
Era uma vez uma linda princesinha chama Mabel. Mabel tinha apenas 9 anos e seu corpo já tinha começado a se desenvolver, com 13 anos, tinha um corpo esbelto já, e todas as outras garotas tinham inveja. Mabel tinha uma mente muito jovem ainda e não entendia a inveja, e porque as outras garotas iriam querer o corpo dela, ela trocaria o corpo dela com o das amigas a qualquer hora! Ela realmente se importava com o que têm dentro das pessoas, e não como elas se parecem. Agora, imaginamos, como uma garotinha dessa idade tem um conceito tão bem formado? Deve ter pais excelentes! Mas talvez não tivesse pais, mas se não tivesse, quem ensinaria pra ela tudo isso? Quem ensinaria pra ela do mundo, sobre o corpo dela, sobre como as coisas funcionam, sobre sua primeira menstruação, sobre sexo, sobre faculdade, sobre empregos, e o perigo do mundo à fora. Coitada da pequena princesa Mabel, quem iria ensinar tudo à ela? Bem, os pais dela a ensinariam, mas eles morreram quando ela tinha 8 anos e 3/4 , logo antes dela se desenvolver. E agora, tinha sido obrigada a viver com seu tio Jack, um alcoólatra que era síndico de um prédio horrível perto de uma escola pública medíocre onde Mabel iria crescer.
ELE
- Como? – simples e fatal, como todas as mulheres são, tentando desesperadamente uma resposta que a faça entender mas que nunca a satisfará. Ele suspira, e responde o óbvio:
- Não sei explicar... – ela o corta com um “Ah, claro”
Como sempre, homens nunca conhecem a real razão de todas as suas ações, acham que sabem o porque de tudo até algo inovador aparecer e eles têm de conhecer também, uma nova descoberta, nova flor, nova mulher. Ele sabe que tem que confortá-la de alguma forma, não pode deixá-la neste estado, só o conhaque não vai resolver, mas vai ajudar.
- Eu nunca esperava que isso fosse acontecer – diz ele, tentando explicar
- Nem eu. – ela se senta, acendendo um cigarro
- Se não fosse esse seu vício de repente...
- Cigarro nunca teve significado, é algo inútil, até de se falar
- E porque fuma, já que é inútil?
- Vicio, você mesmo disse.
Silêncio, Muito já foi falado e por enquanto nada dito. Ele está cansado, leva a mão ao rosto e toma um golde de uísque, depois se apóia nos joelhos, enfim ela solta:
- Que saco cara, que saco!
- Calma, não tem razão pra isso.
- A razão, não sei, mas o motivo – ela para, dá uma tragada com os olhos fixos nele – tem com certeza. – Ele bebe mais, ela também. – Eu só queria entender.
- Você sabe que mesmo com todas as explicações possíveis você ainda vai ter perguntas.
- Então, acabou? Tudo?
- Infelizmente, eu acho que sim.
Ela apaga o cigarro, acaba com o conhaque em um gole e se levanta, imediatamente ele também o faz.
- Ele realmente foi um dos melhores.
- Gostava muito dele.
- Então, aonde vamos jantar?
Bruno Adnet Santos 19/06/2009
Aqui tem outra idéia "genial"
Olá e bem-vindo a “Como viver sua vida”. Vamos começar? Primeiramente vamos responder algumas perguntas: Quantos anos você tem? Qual sua profissão? Como estão suas relações amorosas e familiares? Você tem problemas no trabalho ou na vida social?
Bem, se você está feliz nada disso importa e você perdeu seu tempo respondendo todas aquelas perguntas. Isso mesmo, se você está feliz com sua vida jogue este livro na cabeça da pessoa bem aí a frente na livraria ou se você estiver em casa jogue pela janela e torça para que acerte aquele cachorro chato que late todas as noites. Se você estiver feliz não se importará!
Um aviso, se você for: sadomasoquista, homossexual, bissexual, emo, nerd, CDF, gordo, magro, forte, fraco, amigável, escroto, fechado, aberto como este livro (que você devia comprar). Eu realmente não me importo, este livro irá te ajudar de um jeito ou de outro.
Este livro se baseia em te fazer liberar todas as coisas e sentimentos mesquinhos presentes na sua vida. Se você realmente seguir as instruções desse livro, você terminará este livro satisfeito consigo mesmo.
Capítulo 1: Nomes
Qual o seu nome?
Bem, isso não me importa. Meu nome pode ser Josephino Astrogildo 1,2,3 de Oliveira 4 e as pessoas ainda irão me chamar de Pedro. Apenas porque eu não paro e meus pés são pretos.
Se você está cansado daquele apelido que você ganhou há anos atrás e fica com a cabeça fervendo quando te chamam te “molhadinho” porque estava na quinta série e o bebedouro molhou suas calças. Aqui é onde aprenderá a perder ele.
DESISTA!
Este apelido irá te assombrar para o resto da vida. Estes “nomes” vem de ações ou acontecimentos em sua volta. Você tem que esquecer de se importar com seus apelidos e abraçá-los como se fossem um ursinho carinhoso. Um jeito de retrucar: Pegue a foto de alguém ou olhe para ela diretamente e analise-a por apenas cinco segundos. Você verá algum defeito nela com certeza. Pegue este adjetivo, ponha-o no adjetivo e você terá um novo apelido para seu amigo, inimigo ou colega de trabalho! Ou até seu porteiro!
NÃO LEVEM NADA DISSO EM QUESTÃO, ESCREVO AGORA NA ATUALIDADE EM CAPS LOCK PARA FICAR DIFERENCIADO, TODOS OS TEXTOS AGORA POSTADOS SÃO DATADOS E VELHOS, MAS AINDA CONTAM COMO MINHA EVOLUÇÃO, ENFIM, SE DELICIEM OU NÃO COM ELES.
Idéia pra um livro
Beatriz morava em um apartamento no centro da cidade. Morando no sétimo andar, com uma grande varanda, ela conseguia observar todos que passavam em na ocupada esquina. Em todos os domingos ela sentava na varanda e observava as pessoas andando, imaginando quais seriam suas funções e como seriam suas vidas.
Após duas semanas morando em seu apartamento, que atualmente é dona há 3 anos, este interesse nas pessoas se tornou um hábito. Ela almoçava na varanda todos os domingos à tarde, sem perder um dia. Ela ficava imaginando quem poderia ser feliz ou infeliz, casado ou solteiro, chato ou engraçado.
E em todos os domingos ela iria para varanda com um pequeno caderno vermelho, com capa dura revestida por um tecido que lembrava veludo. E ela escreveria as descrições das pessoas que via, estórias inventadas por ela e ainda conseguia falar das famílias dos desconhecidos que passavam na esquina.
Ela perdia eventos, viagens e encontros apenas para escrever sobre os desconhecidos de sua varanda, inventando contos extraordinários para seus desconhecidos, ou em dias chuvosos, estórias mais trágicas, e quando o sol batia em seu rosto, escreveria estórias românticas ou de aventura.
Quando via uma família passar, escrevia sobre estórias infantis. Quando um casal passava, ela escreveria sobre estórias tão românticas que chegavam a precisar de censura às vezes. Quando via animais, criava animais falantes, agindo como humanos.
Ela escrevia tanto que aquele pequeno caderno vermelho não foi o bastante para sua vasta imaginação. Ela comprava mais cadernos à cada dois meses, apenas para suprir sua necessidade de escrever.
Contraditoriamente à seu hábito, Beatriz era uma fotógrafa bem sucedida que tinha uma galeria à algumas quadras de seu apartamento. Mas, sua ocupação ajudou suas histórias, pois ela conseguia tirar lindas fotos para dar ilustrações à suas estórias.
Na fronteira
Na fronteira
“Só tenha cuidado para não se machucar
A divisão de mundos é coisa de filósofo
E quem não sabe voar não entra aqui”
Seu mundo não quer que você vá
O novo mundo não quer que você fique
Seus amigos lamentam sua partida
Mas você sempre irá lembrar que eles te deixaram voar
O novo mundo te espera, te acolhe, guarda novas aventuras
Talvez as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá
Mas como você pode voar, com certeza vai retornar
O velho mundo dá adeus, agradece e diz bye bye
Mas nunca fala que acabou
Sempre estará lá, a te esperar
O novo mundo sempre a te receber
E seus amigos, sempre deixaram você voar
Bruno Adnet Santos – 29/06/2009
BRUNO ADNET SANTOS, A POSITIVO
Bruto, realista, único, notório, outro
Admissível, distinto, nada, excessivo, transeunte
Satisfeito, amigável, nocivo, transgressor, osmótico, sensível
Não me intitulo um poeta, mas um amante da escrita
Fujo sempre com ela, e ela aparece só quando quer
Ela é minha amante, indiscreta para uns
E desconhecida para outros
Não sou aluno nota dez nem A
Já fui, agora escrevo...
Odeio que me interrompam
Às vezes é por uma boa causa
Minha amante, sempre bem-vinda
Mas antes dela há coisas mais lindas
Ela não me deixa esquecer sua idade
Ou seu dono
Ainda tenho que admitir outro amor
Aquele irrefutável, poucos tem, muitos o conhecem
Não tema minha amada, não fique com ciúme
Só vou te esquecer quando estiver no cume
Até lá, fuja comigo e venha encontrar
Em qualquer outro lugar eu não quero ficar
Bruno Adnet Santos - 02/07/2009
179
Eu tenho que usar o termo "locomoção de corpos" porque dentro do ônibus lotado, a mistura do calor, dos toques e encostes de desconhecidos, a intimidade inexistente entre todos, nenhuma pessoa é pessoa, se perde a identidade humana, que se prevalece apenas na educação (de poucos) que cedem o tão desejado lugar de sentar para idosas e crianças.
Parece que dentro de um ônibus lotado é a mesma coisa que lançar 10 leões numa jaula e apenas uma gazela. A probabilidade dessa gazela sair viva é bem maior do que enfrentada por apenas um leão, estes leões vão se atacar, se matar, se rasgar por esse pedaço de comida que vale a pena a morte de um de sua própria espécie. E nós somos os leões e os assentos, a gazela.
Ok, talvez tenha exagerado a metáfora um pouco, mas como já disse, dentro do ônibus a identidade humana e racional se perde. Permanece apenas o instinto, dentro de todos os animais, a diferença é que nós pensamos, nós pensamos principalmente em quando nosso ponto chegar, quando vamos sair, quando toda essa gente vai sair? Se pelo menos pudéssemos alcançar a metafísica de nossa própria alma, alcançar o estágio de puro extâse, talvez dentro do ônibus não nos importaríamos com a presença suada dos corpos, talvez nem os sentíssimos.
Isso nos deixa a pensar, a metafísica, o poder da mente, porque não podemos usar a famosa lei da atração para conseguirmos um 179 vazio? No dia anterior, ir dormir com este pensamento na cabeça: "amanhã pegarei o 179 vazio, eu vou ser o primeiro no ponto, vou conseguir!". Acho que não é levado em conta as outras variáveis da vida, como o atraso dos amigos, o esquecimento de coisas e as outras milhares de pessoas que estão pensando a mesma coisa na mesma coisa.
Temos que realmente ACREDITAR que o ônibus está vazio pra lei funcionar, literalmente chegar ao estado beta da mente de pura imaginação e ver o 179 vazio e sentir o espaço para sentar e relaxar se ficar confortávelmente por 30 minutos com o ar batendo em nossos rostos e chegarmos sem estresse e sem briga entre nossas queridas amizades.
Agora eu quero ver quem vai acreditar num ônibus vazio quando você está em pé, com 4 pessoas em pé a sua volta quando realmente só tem espaço pra uma, quando você estiver sentindo o calor afetar os seus sentidos, quando você ver que não tem opção a não ser se manter o mais parado possível para não cair, quando o equilíbrio que te segura depende apenas de sua própria força que você quase não confia mais.
Em conclusão, lhes dou um conselho, façam-se favores e peguem o 179 cedo na manhã quando ele realmente não está tão lotado, quando as pessoas ainda não acordaram ou já foram pro trabalho. Por favor, vá com calma. Não beba se for dirigir e se for beber, me chame.
Tuesday, May 19, 2009
Transe ilícito (Parte II)
Um homem com muitas sardas (visíveis mesmo no escuro) se aproxima em silêncio. Você sente os efeitos da droga e dispara um elogio ao desconhecido:
- Você é bonito.
- Sou?
- É. A sua aura...
Embora sinta o mundo desacelerar, sabe que os pensamentos fluem como nunca. Não formula frases completas nem acompanha seqüências lógicas – as idéias surgem, mas logo morrem. As superfícies desaparecem, pois você só busca a essência de cada coisa. Não importam os cabelos cor de ferrugem ou os olhos castanhos: você se interessa pela identidade escondida atrás da máscara.
Ele estende a mão, esperando um cumprimento. Você se levanta e puxa o sujeito para a pista, onde se desmancha em movimentos aleatórios. O ruivo aprova a manifestação psicoativa da sua dança e observa de perto o ir e vir dos seus braços esticados. A música termina e ele te leva ao corredor do apartamento. Vocês ficam mais sozinhos do que nunca estiveram.
Sua introversão inicial se torna lenda com essas quatro palavras:
- O que você quer?
- Qualquer coisa.
- Eu não posso!
Você repele a idéia absurda de trair. Não entende esse querer e culpa a droga pelo seu desejo. Visualiza a cena: corpos de almas distantes enroscados no corredor. O transe ilícito em todos os sentidos.
- Não pode por quê?
Abre a boca sem emitir som. Vira o rosto. Abandona o rapaz. Após poucos segundos, esquece pra sempre a iminência do adultério, nem tão iminente assim.
Pega uma cerveja e se afasta de rostos atraentes. Percebe que alguém pode te reconhecer e se esconde. Conhecidos de conhecidos passam sem te notar. A multidão escurece as feições, que se despersonalizam na pista.
Você se isola, mas as performances de troca de casais continuam a diverti-la. Vê que duas pessoas se excluem num canto e derrubam um vaso de flores. No chão, cacos e pétalas se reúnem aos copos vazios. O estrépito é ignorado por todos.
O homem aperta o outro contra o peito e desliza a mão pela sua cintura. A calça jeans de cós baixo mostra a cueca xadrez do garoto apalpado.
Deja-vu.
O infeliz objetivo se cristaliza na sua frente. O flagrante entorpece sua sensatez e você não cogita nada além de vingança. Seu homem com um homem? Ou era aquela uma fêmea de poucos cabelos?
Wednesday, May 13, 2009
Transe ilícito (Parte I) por Belle
Acredita, sem crer, que é ainda cedo para explicar sua vinda ao quinto andar desse condomínio de luxo. Enquanto se ocupa com a espera, assiste de olhos fechados à cena que se desenrola atrás da porta.
Os sons previsíveis da guitarra se desencontram no último volume. Um baque contra o chão denuncia a embriaguez de pernas que tropeçam na caixa de som. A madrugada, já hostil, toca a campainha mais uma vez.
A angústia cresce no corredor. Sua expectativa inala a apnéia acesa pela festa. Eles puxam, prendem, soltam e passam. Lá dentro, todas as janelas estão fechadas. É compreensível, portanto, que a sala não abasteça devidamente os (cinzentos) pulmões dos convidados.
Toca a campainha mais uma vez. Revolta-se com a patetice de seu gesto. Eles nunca vão lhe ouvir. Encosta na maçaneta e, sem forçá-la, abre a porta. Sabe que ninguém percebe sua presença e escolhe o sofá mais afastado do tumulto. Espreme o quadril ao lado de muitos outros e tem a súbita necessidade de ocupar as mãos.
Acende um cigarro; a confiança da nicotina invade seu sangue. Levanta o rosto em direção à pista e observa o ir e vir dos copos e corpos que os seguram com ensaiado desdém. O espetáculo lhe entretém.
Ri com o canto da boca e pensa que não há melhor ocasião do que uma festa para se notar o desespero de se inserir, reconhecer-se no coletivo e atuar perfeitamente como membro do clã. Todos os convidados seguem seus papéis à risca. O roteiro diz que devem beber, saber beber, fumar e saber fumar. Essa conduta gera um entrosamento óbvio das criaturas, avessas à solidão.
Lembra-se, por fim, de seu objetivo inicial. Olha pra frente e encara seu próprio rosto refletido no espelho. Você se reconhece e sabe que não está aí por acaso.
Seu destino é o que você escolher em seguida.
Sunday, May 10, 2009
Física Hippie
Saturday, April 4, 2009
Meus 2 textículos/ Prólogo
Escrevo, logo penso, logo existo
Sou frio e calmo, simplesmente
Friday, March 20, 2009
Post on post
Agradecimentos à todos os comentários sobre "Álcool, risadas e nudismo parcial", nosso post mais lido do blog, escrito por yours truly!
Thursday, March 12, 2009
I'm stealing your friends... bitch
Long time no post
Sunday, February 15, 2009
Andando sobre latas amassadas
Monday, February 9, 2009
Alistamento Militar
Friday, January 16, 2009
Warning Sign
Seu mundo era indiscriminado; não havia símbolos. Nada possuía significação. Tudo que via era matéria. Só se enxergava a existência muda de tudo ao seu redor. A criatura enxergava o objeto como a coisa em si, em sua verdade e eternidade. A garota viu a lótus. Viu a sua essência. Não a julgou flor, azul, planta - sequer imaginava seu Reino Plantae. A música estourava seus ouvidinhos infantis e ela seguia o ritmo sem interpretar a continuidade de acordes, intrumentos e palavras vãs.
When the truth is... I miss you.
A mesma canção agora entoava o canto do rapaz anestesiado pela erva do jardim. Via-se em seu quarto a expressão de seu interior: copos vazios, roupas espalhadas, cartas escritas a ninguém e a ponta de um baseado de três dias atrás. Saudades de quem? Saudades de tempos que não voltam mais?
And I´m tired...I should not have let you go.
As palavras ecoavam no ambiente escuro cortado por vozes, fumaça de cigarro e eletrizantes raios verdes disparados de uma caixinha ao lado do Dj. Aquele era um culto dançante. Estavam todos em transe. A música ensurdecia e enternecia os corações comovidos com a bucólica melodia de Warning Sign.
Friday, December 19, 2008
Álcool, risadas e nudismo parcial
Ah, se toda a noite fosse como essa. Não TODAS, mas pelo menos sextas e sábados. Essa é uma história exclusiva de Adnet, descobrindo que de algum jeito existem pessoal igualmente loucas ou até mais que ele. Fala sério, sabendo como os Estados Unidos não tem absolutamente nada pra fazer, é incrível o que pode acontecer numa noite na praia deserta, com casais aleatórios se pegando loucamente em pontos randômicos e seus amigos só querem comer pizza, beber Mojito e achar alguém que tenha maconha. De todos esses, eu gosto e recomendo mais, a pizza, sim Mojito foi muito bom, e a maconha nunca foi encontrada, e não me importo com isso.
Enfim, fomos ao glorioso Sir Pizza, e ficamos contando histórias hilárias de como a mãe dominatrix de um amigo tentou matar o outro com uma faca de açougueiro e a famosa pergunta foi: "Do you like it rough?". A história de verdade seria, uma faca de manteiga caiu na direção do cara, e não, não foi na ereção dele, como outros tinham ouvido.
Enfim, zoamos garotinhas idiotas que estavam gritando na mesa de trás, esperando fazer uma sátira ao vivo, mas não funcionou exatamente. Cheguei a conclusão que meu colégio é o mundo. Você não pode virar a esquina sem falar, eu conheço ele/ela.
Ok, fomos pra praia com a pizza estacionamos onde não podíamos e entramos numa porta que requeria senha, mas estava aberta. Para nossa sorte, um cara de por volta 17 ou 18 anos, querendo sair da praia, perguntou a senha para nós, então, como ele, ficamos presos na praia.
Incrivelmente, ele sabia português, e foi bem legal ouvir ele falar: "Ele é um idiota que só sabe falar merda". Que é melhor que o comum, "sei falar português, um pouco".
Enfim, duas toalhas/lençóis estendidos, deitados e divididos entre o lençol da bebida e o lençol da pizza. Adivinhe onde seu amigo Adnet ficou? Primeiro, como estava com fome, comi poucos pedaços de pizza, mas como as mulheres e o álcool estava na outra toalha, me mudei poucos centímetros, e já estava no meio daquilo tudo. Sendo que, eu estou numa relação monógama agora, ainda é divertido ficar no meio de pessoas.
Conversa vai e vem, risadas a mil, e minha amiga nudista decidi tirar as roupas. Sim, minha amiga nudista. Ela é bonita e gostosa, fiquem com inveja. Mas, o namorado dela e ela, são demais, então nada se pode fazer do que aproveitar a visão dela sem camisa. Sim, ainda com o sutiã, mas melhor que a camisa certo?
E se você não sabia, seu amigo Adnet gosta de ficar pelado. Ok, quem não gosta? Mas a pergunta é, quem tem coragem? Chrissy, a nudista, já estava de sutiã, mas por causa dos alheios casais e grupos rondando, decidiu não tirar as calças. Claro que ela ficou sem elas por uns 2 minutos, mas o que é uma mulher de sutiã e calcinha se não uma mulher com um biquíni de tecido?
A melhor parte daqui é que todos falam o que pensam, e as mulheres fazem parte da diversão. Mas tirando as mulheres, os compadres são muito divertidos, acompanhando sua namorada Chrissy, Daniel decidiu ficar apenas de boxer, e graças a Deus não mostrou nada, mas era meio óbvio de ver o volume, já que ele ficava puxando sua boxer pra cima e pros lados.
Enfim, um casal pelado. E Adnet parte para sua paixão, ficar pelado. Se, mas apenas se, estivesse de boxer, eu teria ficado com prazer de tirar as roupas, mas estava usando "briefs", ou a comum cueca branca que o Brasil inteiro usa.
Enfim, o que pude fazer é tirar a camisa, mas deu o intuito de todos no mínimo tirarem um artigo de roupa, ou o quantos quiserem, eu recomendo sempre mais de 1, se possível. Enfim, com todos sem a camisa, ou sem a camisa e a calça, a noite já ficou mais divertida. Assim ficou, e pra mim, Mojitos por favor. Adnet não bebe muito, então poucos goles foram o bastante pra descer com a pizza, e mais outros goles pra aproveitar o Mojito. Já que não era o meu aniversário, todos tivemos que ceder para o birthday boy, Julian. A casa dele é uma lenda, e já fui lá uma vez. Nada aconteceu demais, mais pessoas ficaram peladas, e outras beberam.
Continuando, nessa conjunção de pessoas, todos meio que aconchegados uns nos outros e com música, uns ficaram roubando o lugar de outros, e aí que a garota, Laurie, de Connecticut, decidiu zoar com Chrissy, porque queria seu lugar de volta, então pra poder conseguir, começou a levantar o sutiã dela inúmeras vezes, e ainda não conseguiu, todos rindo, os homens olhando, e o namorado dela acostumado com isso.
Depois disso, fui desafiado a abrir a calça de uma garota, eu consegui, mas meu desafiador conseguiu com apenas uma mão, mas nunca subestime Adnet, porque eu consegui abrir com apenas uma mão, e ainda mordi levemente a barriga dela =) (she was asking for it, shut up).
Pessoas peladas, pessoas bebendo, e chegou a hora de ir embora. Recolhemos nossas coisas, arrumamos tudo, ninguém bêbado, todos vestidos novamente. Como previmos, o portão estava fechado, mas essa noite era só o começo pro birthday boy, Julian. Ele, com seus 1,85 no mínimo, pulou o portão, e ficou com a garrafa de Mojitos. Nós, nem tão privilegiados, não queríamos pular o portão, ou não conseguiríamos, enfim, nem tentamos. Com 3 mulheres baixinhas, ia ser difícil. Na volta da praia, Chrissy gostaria de urinar, mas como a vontade já estava grande nela, só podia gritar, então soltou gritos de "Mister security guard man, I see you!". Enfim, andamos bastante e Chrissy teve que mijar. Chegando a praia novamente, viramos a direita, quando eu, a única pessoa que conhece essa praia, disse explicitamente que deveríamos virar a esquerda. Andamos pra direita pra descobrir que não tinha saída, e paramos pra Chrissy ter seu momento de urinar. Esperando e falando sobre os casais fudendo na praia, esperamos por Chrissy e fomos. Depois disso andamos bastante, ainda com as piadas. E andamos muito mesmo, nos "perdemos" até decidirem me botar como guia, e finalmente entramos no caminho certo, onde estávamos quase o caminho todo. Andamos e andamos, e chegamos novamente onde o carro estava.
Birthday boy, Julian, estava sentado em cima do carro, com a garrafa vazia, e sorrindo feito um idiota. Não puder perder essa oportunidade, e subi no carro e tirei fotos com ele, afinal, Adnet está em transição de países, e não podia perder essa oportunidade.
Todos dentro de seus carros, MENOS Julian que está falando no telefone enquanto bêbado, e eu, a força, tentei fazer ele entrando no carro, mas de tudo que eles fazem, "violência" eles não gostam. Mesmo que eu só tinha forçado um pouco pra ele entrar no carro. Então começamos a dirigir sem ele, e paramos pra ele entrar. Ele subiu na lateral do carro, andamos um pouco para divertir ele, e deixamos ele no banco de trás, uma daquelas malas abertas. Fizemos nosso companheiro que estava nos seguindo errar o caminho o tempo todo, mais risadas vieram, e Julian estava no telefone ainda, a noite dele mal tinha começado. Ele botou máscaras e se divertiu com a aleatoriedade da mala de um adolescente. Chegamos onde a nova companhia dele o esperava, deixamos ele lá e obtemos reclamações das novas donas de Julian Bêbado, mas tudo às risadas. A noite de Julian começou de novo dentro de um carro onde ele era o único homem e o único bêbado dentro de um carro cheio de mulheres, é o aniversário dele, e ele está aproveitando bastante. Deixamos ele lá, e depois de enganarmos mais nosso companheiro de carro fazendo curvas erradas com o carro e deixando ele puto, a noite de Adnet acabou e me deixaram na esquina de casa.
Mais uma vez, se eu tivesse álcool, nudismo parcial e risadas a mil toda semana, eu não estaria fazendo essa transição de países.
E amiguinhos de Adnet, vocês perderam meu aniversário, então como presente quero uma cerimônia com nada mais e nada menos do que, álcool, nudismo e risadas. Não se esqueça do nudismo.